Alterações em exames de imagem: por que nem tudo o que aparece é a causa da dor
20/07/2026 · 5 min de leitura
Receber um laudo de ressonância cheio de termos técnicos — "protrusão discal", "degeneração", "desgaste" — costuma assustar. Mas há um dado importante que raramente é explicado: muitos desses achados também aparecem em pessoas que não sentem dor nenhuma.
Estudos que fizeram ressonância em pessoas sem qualquer sintoma encontraram desgaste discal, protrusões e outras alterações em boa parte delas — e a frequência aumenta naturalmente com a idade, assim como cabelos brancos ou rugas. São, em muitos casos, sinais normais da passagem do tempo, e não necessariamente a origem da dor.
Isso quer dizer que o exame é inútil? Não. A imagem é uma ferramenta valiosa quando interpretada junto com a sua história e o exame físico. O erro é tratar o laudo isoladamente, como se cada palavra assustadora explicasse tudo o que você sente.
Quando o paciente acredita que tem uma "coluna destruída", ele passa a evitar movimentos, tensiona a musculatura e entra num ciclo de medo que alimenta a própria dor. Entender que aquele achado pode ser comum e não perigoso ajuda a quebrar esse ciclo.
Na Synergyc, avaliamos você por inteiro — história, movimento, força e função — e usamos o exame como um dos dados, nunca como uma sentença. O objetivo é devolver a você a confiança para se mover, com base em evidência e não em medo.
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